Apatia ou Empatia - Por Gelson Donisete



Empatia tem por definição, uma delas, “ação de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria nas mesmas circunstâncias”, segundo o dicionário online de português.

Muito se tem falado nessa palavra como uma forma de entender o que uma outra pessoa está passando ou vivendo, para que não sejamos julgadores injustos, embora para julgar alguém de forma moral é necessário estar numa condição muito confortável para tal, sendo que a moral, que é ligada aos costumes de uma região, povo ou comunidade, passa a ser subjetiva em determinadas ocasiões.

Portanto, o mundo e a sociedade, uma boa parte dela, clama por mais empatia, que levaria as pessoas a ter mais amor ao próximo.

No entanto a apatia, pelo mesmo dicionário online de português, é definida como “condição de quem não se comove, não demonstra sentimentos nem interesses: tratou o assunto com apatia”, o que discordo.

A apatia, do grego apatheia= ausência de sofrimento/paixão, é uma prática filosófica dos estoicos. Por isso não podemos confundir essa apatia do estoicismo com aquela apatia definida nos consultórios de psicanálise.

Para o estoicismo, a apatia é uma condição do sábio, daquele que sabe que não deve se preocupar e nem se ofender com todas as coisas do mundo, sabe definir o que está ao seu alcance e o que não está. Através da apatia ele não sofre e evita muitos males desnecessários, ocupando-se realmente com aquilo que importa.

Então empatia e apatia seriam coisas totalmente diferentes e opostas?

Não necessariamente, na opinião desse que os escreve. Sentir empatia pelas pessoas, animais e situações, é o que nos diferencia dos irracionais e nos torna humanos, porém, não devemos sofrer e nos preocupar com coisas que estão fora do nosso alcance para que não soframos em vão. A apatia não é a falta de empatia, mas saber direcionar sua energia para aquilo que realmente está ao seu alcance, não é indiferença também, é saber a importância da situação, mas não se desgastar se você não pode resolvê-la.

Enfim, é preciso ter o foco no que realmente você pode fazer a diferença, se não depende de você, não adianta sofrer...


Nascido em Torrinha, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Filho da Dona Lau e do seu Ramiro, tem um filho do primeiro casamento, Gabriel Joás Candido, e atualmente mora com sua futura esposa, Renata Luzia da Silva, e suas duas filhas, Izabelle e Izadora.

Formou-se Técnico em Edificações, Técnico em Segurança do Trabalho, Licenciatura em Filosofia, Tecnologia em Gestão Pública e Pós MBA em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável.

Trabalha desde os 8 anos de idade e dentre as funções que exerceu estão a de Inspetor de Alunos, Pedreiro e Assessor no Departamento Municipal de Agricultura e Meio Ambiente. Hoje exerce a profissão de Professor de Filosofia e História na rede pública estadual. Também tem um programa semanal na Rádio Comunitária da cidade.

Escreveu seus primeiros versos já na infância e nunca parou. Tem um blog com o nome Abacaxi Cascudo e uma página no Recanto das Letras.

Pretende nos próximos anos terminar sua pesquisa sobre a história do município de Torrinha e publicar em um livro.

Contato do autor: geld3@yahoo.com.br

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