Egolatria - Por Débora Lima


Vivemos tão preocupados com a satisfação de nossas vontades, que, muito sutilmente, somos dominados pela egolatria e, para lidarmos bem com isso, chamamos mais esse desvio de autoestima. E, claro, quanto mais relativistas nos tornamos, mais parece não só possível, mas plausível e até esperado que busquemos primeiramente ao nosso próprio reino na terra e o que sobrar damos a quem resta. Nosso egoísmo é tanto que já se apoderou até de nossa linguagem: Meus interesses; Meu dinheiro; Meus filhos; Minha aparência; Minhas necessidades. Então, nos tornamos também covardes (incapazes de proteger), avarentos(incapazes de ajudar alguém, a não ser por autopromoção), soberbos e temos sempre um discurso pronto para trazer à própria mente a segurança de que tudo é válido para garantir a satisfação dos nossos desejos, principalmente se trouxer sensação de satisfação imediata. Somos a geração do "eu quero e quero agora" e "minha felicidade vem primeiro". Mas, o ego é uma criança mimada, não se sacia, por isso não temos satisfação em nada... Nos protegemos de tudo, mas não de nós mesmos. Sabe, quando Jesus disse "Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo", não foi simplesmente para moralizar nossa vida(a moral sequer tem lugar nesta geração perversa), não foi para jogar um grande fardo nas nossas costas, na verdade, essa foi a receita para o alívio do fardo, pois quem muito se estima, não enxerga o outro; quem cultua seu ego, logo percebe que ele nunca descansa sua sanha; Quem sempre se põe em primeiro lugar (uma filosofia mundana muito popular e aceita como verdade) é, na verdade, escravo de si mesmo. Mas, quem bebe do manancial de águas vivas, jamais tem sede. Todo medo, culpa, ansiedade e até aquelas vontades que saem atropelando todo mundo, são crucificados, a fim de que renasçamos para a verdadeira liberdade com aquele que nos amou com liberalidade e se fez nosso maior exemplo de autonegação.

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