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  • Élpis

Resumão da Semana


Olá Hopers, como estão?

Eu ando sumidinha, mas confesso que é por uma boa causa!

Estamos montando aqui na cidade da nossa sede uma:

O que é?

É uma biblioteca com TODOS os livros da Hope já publicados nesses mais de 4 anos. Eles estarão para empréstimo a partir de 01/03/2020, aqui no escritório.


O que é preciso fazer para emprestar?

Basta vir até aqui e fazer um cadastro simples.


Quanto tempo posso ficar com o livro?

Pode ficar de 7 a 10 dias.


Por que Biblioteca Solidária?

Porque os empréstimos são gratuitos, e caso a pessoa queira contribuir com ela, todo o valor arrecadado vai para uma instituição aqui da cidade de Araras.


Qual o endereço do escritório da Hope e horário de funcionamento?

Ficamos aqui na rua Narciso Franzini, 103 - sala 1. Jardim Anhanguera (Prédio do ColabHora). Nosso horário de atendimento da BiblioHope é de segunda a sexta das 14:00 as 17:00.

Agora vamos para o nosso:

De frente com a El

Hoje com o autor Renan Messias (que também é nosso assistente Editorial)

P: Entre escrever um grande livro cujo tema magoará uma pessoa muito próxima e querida ou jamais escrever um grande livro, o que você escolheria?

Essa é, certamente, a pior pergunta de todas as feitas! Que difícil!! Acredito que eu não seria capaz de magoar ou, até mesmo, usar e me espelhar em alguém próximo para chateá-lo, até porque, o que tenho escrito não tem essa intenção.

P: Que projeto você gostaria de fazer, mas ainda não começou? Que livro você gostaria de ler e ele ainda não existe?

Projeto de leitura: Ler O Tempo e o Vento do Erico Veríssimo.

Projeto de escrita: Terminar meu primeiro romance (parado desde 2016 ). Os livros que tenho rascunhado comigo. Meu primeiro romance, um infanto-juvenil e meu próximo de poemas, que tratará brevemente da questão agrária brasileira.

P: Como você se mantém inspirado? Você tem um grupo particular de autores a quem sempre torna a ler?

Meus melhores momentos de inspiração são quando estou de férias da faculdade ou do trabalho. Neles, eu acabo criando uma rotina diferente daquela que nos é imposta. Tão logo, vivo um sonho real, e a inspiração me assola.

Tenho sim, mas não os leio para me inspirar, mesmo que isso aconteça involuntariamente. Entre eles: Jorge Amado, Lygia Fagundes Telles, Carlos Drummond de Andrade, Stephen King e outros.

P: Você precisa de um ambiente em particular para escrever?

Sim! Não consigo escrever em público (a menos que eu não conheça ninguém, como numa praça pública – mas isso nunca aconteceu rsrs).

P: Como costuma ser o seu local de escrita? Além do óbvio, há algo de diferente ou incomum em sua mesa de trabalho?

No meu quarto, na escrivaninha sob minha estante, recheada de livros. Acho que não tem nada incomum, como um bom virginiano, gosto das coisas bem organizadas e tudo no lugar.

P: Qual o mais difícil, escrever a primeira ou a última frase?

Acredito que a primeira, pois a para passar para o papel suas ideias, você precisa resolver esse quebra cabeça consigo mesmo. Já a última frase, você já terá tudo muito bem encaminhado. Assim sendo, a última frase é apenas selar sua obra. (não estou dizendo que é fácil)

P: Algum autor influenciou você mais do que outros?

Minha querida avó Maria Messias, que ainda está em fase de lançar seu primeiro livro de poesia. E Adélia Prado, Drummond e Cecília Meireles.

P: Quem são seus escritores favoritos?

Jorge Amado, Adélia Prado, Stephen King, Drummond, José de Alencar e Lygia Fagundes Telles.

P: Você poderia recomendar três livros aos seus leitores, destacando o que mais gosta em cada um deles?

Vou indicar três que gosto muito e que não são dos meus escritores favoritos, para diversificar um pouco, pode ser?

· O Quinze (Rachel de Queiroz)- Gosto demais desse livro, nele, temos o retrato de um Brasil que sofre e reproduz seu sofrimento para a população, guerreira e valente que luta contra a morte para ter uma vida melhor, mais digna. Como um bom romance de 30, a autora retrata muito bem o regionalismo nordestino e suas facetas. Recomendo demais!

· A obscena senhora D. (Hilda Hilst) – Esse livro é genial! Com uma escrita difícil e complexa, Hilda nos mostra como que o luto pode produzir sintomas e sentimentos mais estranhos no ser humano. Em busca do conhecimento da existência humana, a personagem enfrenta ensaios de lucidez, paranoia, podridão, amor, desespero e desamparo. É fantástico!

· à cidade (Mailson Furtado) - Livro inspirador, Mailson nos apresenta a sua concepção da cidade através dos versos. Concepção essa literária, poética e criativa que são capazes de compreender o cotidiano e as relações do homem na cidade de forma singular. Esse livro é sensacional, não é a toa que levou o prêmio de livro do ano e de melhor poesia do Prêmio Jabuti de 2018.

P: Você escreve para si mesmo ou para um leitor ideal?

Mais para mim. Não escrevo esperando público, ou já pensando em publicação. Escrevo para me preencher.

Ping Pong

Livros: Paixão

Família: Base

Sonho: Morar fora

Medo: Sapos

Frase favorita: “Olha brito, sinceramente...” URACH, Andressa (brincadeira, ainda não tenho)

Meta de vida: Ser realizado

Escrever é: Momento de prazer e plenitude


Deixe um recado para os leitores do blog:

Queridos leitores, espero que tenham gostado dessas minhas respostas, foram difíceis e divertidas. Sou muito grato a vocês que me apoiam e que incentivam essa minha aventura na escrita. Espero, ainda, que gostem do meu primeiro livro, Personagem. Fica o convite para conhecerem meus versos.

Com carinho,

Renan Messias


O livro do Renan, está em pré-venda em nosso site (e vai autografado). Você também pode adquirir em e-book na Amazon.

Às quartas usamos rosa!

Mentira, as quartas teríamos dicas de escrita e/ou exercícios de escrita criativa <3

Então, para a felicidade de todos, eu venho com os dois!!!

Usando citações de forma correta

Durante a leitura de um livro, muitas vezes nos deparamos com pedaços de textos que não são criação do autor daquela obra. Seja uma música, frase, trecho de outro livro... Essas transcrições são chamadas de CITAÇÕES.

Você sabe como usá-las sem ferir os Direitos Autorais?

Um exemplo muito utilizado, são as letras de músicas. Vemos em vários livros, trechos nos inícios de capítulos ou até mesmo no corpo do texto. Abaixo deixarei alguns exemplos de como creditar.

No início dos capítulos:

Mentes doutrinadas com muita frequência Contenha pensamentos doentios E cometer a maior parte do mal contra o qual pregam Não tente me convencer com mensagens de Deus Épica - Cry for the moon

O ideal é sempre deixar alinhado à direita, com no máximo 4 ou 5 linhas. Escrever a banda ou músico e o nome da música. Para música estrangeira, você pode utilizar a versão no idioma original ou a traduzida. É recomendado que quando utilizada em versão estrangeira, se utilize de uma nota de rodapé com a tradução, uma vez que, se a música está citada é porque tem a ver com o contexto do livro e muitas vezes o leitor pode não ter domínio sobre a língua utilizada. Colocar só para enfeitar acaba sendo desnecessário.


No corpo do texto:

Aqui podemos utilizar 2 formas: a que a citação serve apenas para elencar o que o personagem está ouvindo e a que o personagem cantarola junto. Quando ele está ouvindo, podemos citar da seguinte forma:

Ligo o rádio e a música Cry for the moon do Épica, invade o ambiente.

Aqui apenas dizemos qual música está sendo citada na história, de uma forma que ela acaba fazendo parte do texto. Outra forma de citar é colocando o personagem para "cantar" a música transcrevendo um pequeno trecho dela.

Ligo o rádio e a minha música favorita começa a tocar.

Acompanho a letra com meu inglês arranhado. Indoctrinated minds so very often

Contain sick thoughts

And commit most of the evil they preach against

Don't try to convince me with messages from God Cry for the moon do Épica sempre foi e sempre será a minha música favorita.

Quando o personagem canta, a letra deve ser transcrita no idioma original da música. Caso o autor queira, pode adicionar a tradução na frente de cada verso, ou colocá-la no rodapé como uma nota.

É importante observar que nos 2 casos, o nome da música e banda foram citadas, de forma a fazer parte do texto e não como apenas pedaço de música "jogada" na história. A citação tem que fazer parte do contexto ou não terá sentido colocá-la lá.

Ainda sobre música, vale ressaltar que, A Lei de Direitos Autorais (Lei Federal 9.610/1998) estabelece as denominadas “limitações aos direitos autorais”, ou seja, situações que não constituem ofensa aos direitos autorais de outrem. As citações são uma das “limitações”, desde que atendidos os critérios legais.

A Lei também possibilita a reprodução de “pequenos trechos de obras preexistentes, de qualquer natureza” (Artigo 46, VIII, primeira parte). Em outras palavras, é possível a citação de qualquer obra mesmo em textos literários ou artísticos, desde que limitada a pequenos trechos. O autor deve ter bom senso e não usar quase integralmente uma música ou um poema, sob pena de infringir os direitos autorais de outrem.

Em resumo, podemos dizer que, é expressamente proibida a reprodução total de letras de músicas, textos e qualquer conteúdo que não seja criação sua.

Citação é apenas colocar algo no texto com o intuito de falar sobre. Citar não é reproduzir algo na sua totalidade.

Sei que vemos muito por ai e que várias pessoas fazem isso. Se você que está lendo este texto for uma delas, pare. Agora você já sabe que não pode.


Citar marcas pode?

Pode sim. Marcas também são protegidas pela Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279/1996), mas a Lei dispõe que o Dono dela não pode “impedir a citação da marca em discurso, obra científica ou literária ou qualquer outra publicação, desde que sem conotação comercial e sem prejuízo para seu caráter distintivo” (Artigo 132, IV).

Por outro lado, a citação de determinada marca não pode ferir a sua reputação (Artigo 130, III).

Ou seja, você pode citar em seu texto que o personagem está bebendo Coca-Cola, indo ao Subway ou usando uma Channel, desde que, não a deprecie.

Citar livros ou trechos de livros pode?

Também pode. Assim como na citação da música, aqui você DEVE dar os devidos créditos a quem escreveu. Você pode apenas citar a obra e autor, como também pode transcrever um pedacinho do texto e creditar, desde que faça parte do contexto da sua obra. Não coloque nada no seu texto que seja apenas para crescer ou "encher linguiça".

Pego meu exemplar surrado de Orgulho e Preconceito da Jane Austen e abro na minha citação favorita: "Uma ligeira preferência é bastante natural, mas são poucos os que tem coragem o suficiente para amar sem receber algo em troca”.
É, já dizia Antoine de Saint-Exupéry: "O essencial é invisível aos olhos". O Pequeno Príncipe sempre foi meu livro de cabeceira.

Toda citação é válida e possível desde que sejam dados os créditos e seja observado em como está sendo feita. Resumindo bem tudo o que foi falado aqui, a legislação libera as menções de nomes, títulos e marcas, bem como as citações de pequenos trechos de outras obras (livros, músicas, dentre outros), com a devida referência à autoria e ao título da obra emprestada. Mais uma vez friso: Tudo o que não for criação sua, seja uma frase, um vídeo de Youtube com votos de casamento, que você achou legal e "Copiou", deve ser creditado e não utilizado em sua totalidade. Sabemos que a copiar ou assinar uma obra com partes ou totalmente reproduzida de outra pessoa sem dar os créditos, é considerada Plágio e Plágio é crime previsto no Código Penal Brasileiro e na Lei 9610/1998.

Bem, Hopelovers, por hoje é isso!

Eu espero que tenham gostado da entrevista, da dica, da novidade e do exercício!

Saibam que tudo é preparado com muito amor e cuidado para vocês!

Deixem o texto do exercício nos comentários para eu ler <3




Beijos da blogueira mais fofa e prendada que existe!


Euzinha aqui!


Élpis

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